Créditos: Marta Lança

ALDA DO ESPÍRITO SANTO

(São Tomé, 1926) é uma das mais relevantes figuras políticas e culturais do arquipélago. Em Portugal, onde estudou, colaborou com o Centro de Estudos Africanos e participou no boletim Mensagem, da Casa dos Estudantes do Império. Em Lisboa, a casa da sua tia Andreza, onde vivia, tornou‐se ponto de encontro para outros estudantes com preocupações pan‐africanistas, como o seu conterrâneo Francisco José́ Tenreiro, ou Mário de Andrade, Agostinho Neto e Amílcar Cabral. Regressada a S. Tomé em 1953, torna‐se professora do ensino primário. Recusando‐se a compactuar com o sistema colonial em São Tomé e Príncipe, Alda Espírito Santo envolve‐se ativamente na luta pela libertação do arquipélago. Através do ensino, incentivava jovens alunos e alunas à leitura política, disponibilizando-lhes livros e textos de líderes de movimentos anticoloniais.  Alda Espírito Santo foi, também, uma figura‐chave na consciencialização política da população pelas ações desenvolvidas enquanto uma das dirigentes da Associação Cívica Pró‐MLSTP no território. Logo depois da independência, foi Ministra da Educação e Cultura Popular (1975) e, mais tarde, também Ministra da Informação (1976) e Ministra da Informação e Cultura Popular (1977 e 1978), sempre no governo do MLSTP. Em 1978, publica É nosso o solo sagrado da terra (Ulmeiro, 1978), volume que reúne poesia de protesto e de luta escrita nas décadas de 1950, 1960 e 1970.  

Bibliografia Crítica Selecionada

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Rocha, Ana Maria Teixeira da. 2018. «As presenças femininas nas poesias de Alda Lara e de Alda Espírito Santo». Terceiro Milênio: Revista Crítica de Sociologia e Política 11 (2): 25–40. https://revistaterceiromilenio.uenf.br/index.php/rtm/article/view/142


Recursos Multimédia

Grandes figuras de África - Alda do Espírito Santo, 29 de janeiro 2021