MARGARIDA PAREDES

é natural do Penedo da Saudade em Coimbra. Viveu em Angola e Moçambique coloniais, acompanhando os pais. Aderiu ao MPLA em 1973, com 19 anos, quando estudava na Universidade de Lovaina. Passou por Brazzaviile e foi uma das primeiras militantes vindas do Congo a entrar em Luanda após o 25 de abril de 1974. Foi guerrilheira das FAPLA, Forças Armadas Populares de Libertação em Angola. Depois da independência abandonou o eército angolano. paras trabalhar no Conselho Nacional de Cultura com o poeta António Jacinto. Aí desenvolveu projetos na área dos espetáculos e artes plásticas, trabalhando com "crianças-soldado" e órfãos de guerrra. Regressou a Portugal em 1981. Liceenciada em Estudos Africanos pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Doutorada em Antropologia pelo ISCTE-IUL. Foi investigadora e professora convidada da Universidade Federal da Bahia, UFBA, em Salvador, Brasil. de Regresso a Portugal, é investigadora independente em projetos científicos, nomeadamente sobre discursos memorialísticos africanos e a construção da história no Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Bibliografia

"Namoro". Antologia Ibérica da Poesia e Conto.  Arion Publicações, 1997.

O Tibete em África. Prefácio de Jean-Michel Mábeko Tali, Âmbar, 2006.
.                                             Posfácio de Laura Cavalcante Padilha, Chá de Caxinde, 2009.
                                              Prefácio de Raquel Ribeiro, Verso da História, 2015. 

Esquece: Escrever o Colonialismo em Angola. Posfácio de Inocência Mata. Edições Colibri, 2021