ALEXANDRA LUCAS COELHO

(Lisboa, 1967). Foi jornalista, cobrindo conflitos em diversas zonas do mundo, tendo as suas reportagens sido premiadas várias vezes. Foi correspondente em Jerusalém e no Rio de Janeiro. O seu romance de estreia E a noite roda (Companhia das Letras, 2012), cuja ação se localiza, sobretudo, em Israel e na Palestina, ganhou o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE). O seu segundo romance O meu Amante de Domingo (Tinta da China, 2014 e Editorial Caminho, 2020), uma sátira que se passa em Portugal, um país atingido pela crise dos finais da primeira década do século XXI, foi nomeado Livro do Ano pela Time Out, encontra-se traduzido em França (Éditions du Seuil) e foi publicado no Brasil (Bazar do Tempo, 2021). Publicou Deus-dará (Tinta da China, 2016 e Editorial Caminho 2022), um grande romance que atravessa os séculos de história colonial do Brasil a partir da perspetiva do Rio de Janeiro atual, publicado igualmente no Brasil em 2019 (Bazar do Tempo), finalista do Grande Prémio de Romance e Novela da APE. Em 2018, publicou A Nossa Alegria chegou (Companhia das Letras), cuja ação decorre num lugar imaginado no planeta Terra, o seu último livro antes de passar a ser publicada definitivamente pela Editorial Caminho. O seu livro de estreia com esta editora, Cinco Voltas na Bahia e Um beijo para Caetano Veloso (2019), foi igualmente editado no Brasil no mesmo ano (Bazar do Tempo) e vencedor da terceira edição do Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga, em 2020, a que seguiu Mumtazz (2020), uma pequena narrativa de não-ficção. Para além da ficção, publicou variados livros de não-ficção: Oriente Próximo (Relógio d’Água, 2007); Caderno Afegão (Tinta da China, 2009), uma viagem pelo Afeganistão; Viva México (Tinta da China, 2010), uma viagem que parte de Ciudad Juarez até às terras maias, e que foi finalista do Prémio Portugal Telecom (atual Prémio Oceanos); Tahrir (Tinta da China, 2011); Vai Brasil (Tinta da China, 2013 e 2015 no Brasil); e Líbano, Labirinto (Editorial Caminho, 2021), um extenso livro de não-ficção, que inclui também centenas de fotografias, vencedor do Prémio Oceanos 2022. Publicou textos na revista Granta e na Lettre International. Excertos dos seus textos de ficção e não-ficção têm sido traduzidos para inglês, espanhol, italiano, alemão, chinês, sérvio e finlandês. É igualmente autora dos livros infantis ilustrados Orlando e o Rinoceronte (Tinta da China, 2017) e Orlando e o Tambor Mágico (2019). Trabalhou como jornalista e correspondente estrangeira, cobrindo diferentes crises e conflitos internacionais, começando pela queda da URSS e a guerra na Bósnia; escreveu bastante sobre o Médio Oriente e a Ásia Central, incluindo Israel/Palestina, Líbano, Síria, Jordânia, Egipto, Iraque, Afeganistão, Turquia, Índia, Paquistão, e também sobre o México e o Brasil. Foi correspondente em Jerusalém e no Brasil e ensinou jornalismo para rádio na Universidade de Coimbra durante alguns anos. É autora e apresentadora do programa de divulgação literária Volta ao Mundo em Cem Livros, estreado na RTP 3, em Novembro de 2021. Encontra-se a escrever o seu quinto romance, Anjo Bicho, que se passa em Sintra durante a pandemia Covid19.


Bibliografia Crítica Selecionada

Almeida, Catarina Nunes de. (2017). Paisagens Humanas entre o Médio Oriente e a Ásia Central: O Olhar sobre a Condição Feminina nas Narrativas de Alexandra Lucas Coelho. In O Oriente em Tradução, org. C.N. Almeida & M. P. Pinto.  (135-147). Húmus.

Barros, Bruno Mazolini de. 2016. «COELHO, Alexandra Lucas. Deus-dará. Lisboa: Tinta-da-China, 2016. 568 p.» Revista do Centro de Estudos Portugueses 36 (56): 95–97.
http://dx.doi.org/10.17851/2359-0076.36.56.93-97.


Martins, Catarina. 2021. «“«Trans» é cada vez mais o meu prefixo”. Algumas “voltas” ao “deus-dará” sobre “a nossa alegria chegou” de Alexandra Lucas Coelho». Abril - Revista do Núcleo de Estudos Portugueses e Africanos da UFF 13 (26): 73–90. https://doi.org/10.22409/abriluff.v13i26.48207.

Oliveira, Thadyanara Wanessa Martinelli. 2021. «A relação entre texto literário e peritextos: uma análise do romance O meu amante de domingo, de Alexandra Lucas Coelho». Revista do Centro de Estudos Portugueses 41 (65): 83–101.http://dx.doi.org/10.17851/2359-0076.41.65.83-101.


Rendeiro, Margarida. (2021). Mulher, o Poder da sua voz como Contestação ao Poder Estabelecido: Uma Leitura de O meu amante de domingo (2014) de Alexandra Lucas Coelho. Faces de Eva: Estudos sobre a Mulher, nº 45: 125-142 DOI: http://doi.org/10.34619/zfl8-oejk

Rendeiro, Margarida. 2020. «Da desumanização à criação: a revolução no antropoceno em A nossa alegria chegou, de Alexandra Lucas Coelho». Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas, n.o 33 (junho): 88–101. https://doi.org/10.24261/2183-816x0733.

Rodrigues, Isabel Cristina. 2017. «E a noite roda, de Alexandra Lucas Coelho: o problema da habitação». Metamorfoses 14 (1): 66–78. https://doi.org/10.35520/metamorfoses.2017.v14n1a10543.

Ribeiro, Maria Letícia. 2020. «Intertextualidades, vozes e pontos de vista em Dom Quixote e Vai, Brasil, de Alexandra Lucas Coelho». Cadernos Literários 28 (1): 116–28.
https://periodicos.furg.br/cadliter/article/view/13855



Ribeiro, Mariana Letícia. 2018. «Espaço e identidade em crônicas de Alexandra Lucas Coelho». Dissertação de mestrado, São Carlos: Universidade Federal de São Carlos. https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/11112.

Sá, André Corrêa de. 2020. «As vencidos, a floresta - Alexandra Lucas Coelho lendo Mário de Andrade e Machado de Assis». Machado de Assis em Linha 13 (29): 200–223. https://doi.org/10.1590/1983-68212020132915.

Serafim, Alexandra Figueiró. 2022. «O(s) racismo(s) que ecoa(m) de Além-mar : as falas silenciadas e as marcas do pós-colonial em Deus-dará, de Alexandra Lucas Coelho». Dissertação de mestrado, Porto Alegre: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10306?mode=full.

Valentim, Jorge Vicente. 2020. «Cinco voltas na Bahia e um beijo para Caetano Veloso, de Alexandra Lucas Coelho». Revista Convergência Lusíada 31 (43): 128–32. https://doi.org/10.37508/rcl.2020.n43a405.