YARA NAKAHANDA MONTEIRO

(Huambo, 1979) tem as suas raízes familiares no Planalto Central de Angola e no Norte de Portugal. Com 2 anos de idade, foi com a mãe e a família materna para Portugal e cresceu na Margem Sul. Foi na adolescência que, estimulada pela sua professora de Português, começou ativamente a escrever. Tem uma licenciatura em Recursos Humanos e trabalhou na área durante quinze anos. Em 2015, enquanto vivia no Brasil, iniciou a sua busca de conexão interior e em 2016, embarcou numa viagem xamânica na Amazónia que transmutou a sua vida.  Já viveu em Luanda, Londres, Copenhaga, Rio de Janeiro e Atenas. Pratica yoga e meditação. O seu primeiro romance, Essa dama bate bué (Guerra e Paz, 2018) foi publicado sob o nome Yara Monteiro, tendo também sido esse o nome com que publicou “Viagem no Rio Longo da Vida”, na revista Mamute, nº2, 2021 (pp. 131-157).  A sua primeira coletânea de poemas Memórias, Aparições, Arritmias (Companhia das Letras, 2021) foi vencedora do Prémio Literário Glória de Sant’Anna.  Os seus contos e poesias encontram-se disponíveis em várias publicações. Estudou guionismo e arte contemporânea. Tem colaborado na criação de argumentos e guiões para artes audiovisuais. Licenciou-se em Gestão de Recursos Humanos, área em que trabalhou durante quinze anos.

Bibliografia Crítica Selecionada

Belonia, Cinthia. 2023. «Angola na literatura portuguesa contemporânea: Essa dama bate bué!» Cerrados: Revista do Programa de Pós-Graduação em Literatura 32 (61): 42–50. https://doi.org/10.26512/cerrados.v32i61.45874.

Biasio, Nicola. 2022. «A memória poética das mulheres na diáspora africana: descarnar o passado para iluminar o presente em Memórias Aparições Arritmias, de Yara Nakahanda Monteiro». Caletroscópio: Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras - Estudos da Linguagem 10 (1): 176–95. https://doi.org/10.58967/caletroscopio.v10.n1.2022.5288.

Duarte, Tárcila Beatriz da Silva. 2022. «Geograficidade e memória: uma análise comparativa de Teoria Geral do Esquecimento, de José Eduardo Agualusa e Essa dama Bate Bué!, de Yara Monteiro». Dissertação de mestrado, Niterói: Universidade Federal Fluminense. https://app.uff.br/riuff/handle/1/27551.

Lourenço, Amanda Regina dos Santos. 2023. «O olhar feminino sobre as memórias de Angola». Palimpsesto 22 (41): 419–25. https://doi.org/10.12957/palimpsesto.2023.70032.

Pimenta, Susana. 2022. «The Mestiço in the “Urgency of Existence”. Essa Dama Bate Bué! (2018), by Yara Monteiro». Comunicação e Sociedade 41: 61–73. https://doi.org/10.17231/comsoc.41(2022).3687.

Ribeiro, Margarida Calafate. 2020. «Uma história depois dos regressos: a Europa e os fantasmas pós-coloniais». Confluenze - Rivista di Studi Iberoamericani 12 (2): 74–95. https://doi.org/10.6092/issn.2036- 0967/12169.

Silva, Luiz Maurício Azevedo da. 2022. «MONTEIRO, Yara Nakahanda. Essa dama bate bué! São Paulo: Todavia, 2021. 200 p. Antídoto e placebo em Yara Nakahanda Monteiro». Nau Literária: crítica e teoria da literatura em língua portuguesa18 (2): 1–4. https://doi.org/10.22456/1981-4526.129161.

Sousa, Sandra. 2020. «Silenced violence in the feminine: a reading of Yara Monteiro’s Essa Dama Bate Bué!» Diadorim - Revista de Estudos Linguísticos e Literários 22: 198–211. https://doi.org/10.35520/diadorim.2020.v22n3a36023.

Tavares, Ana Paula, e Maria da Graça Gomes de Pina. 2021. «Conversa com Yara Monteiro». Mulemba 13 (No Especial): 151–60. https://doi.org/10.35520/mulemba.2021.v13nEsp.a50741.

Vasile, Iolanda. 2021. «Essa Dama Bate Bué! E O Cânone Literário Angolano». Studia Universitatis Babes-Bolyai - Philologia66 (4): 239–50. https://www.ceeol.com/search/article-detail?id=1001976


Recursos Multimédia

Mar de Letras, RTP África, 9 de fevereiro 2022